DW - A Muralha de Ferro

O encontro
Arco 1; Sessão 1

Os heróis seguiam por alguma estrada perdida no reino de Demanor. Tassarian, Siegfried e Rook escoltavam uma caravana de mercadores pela estrada, quando foram parados por meio-anões que exigiam impostos. Logo atrás, vinham Xoxana e Pablito, que, conhecendo alguns dos outros heróis, aproximaram-se furtivamente.

Ao perceberem as intenções ilegítimas do grupo de soldados, os heróis os atacam, aniquilando-os, deixando apenas um deles escapar, sob a promessa de que não voltaria a servir Rhogar Gwimli, um general anão, responsável pelo Forte da Montanha, que ficava há poucos quilômetros dali. Pablito, conversando com uma das integrantes da caravana, conhece Elana, uma velha que, ao tocá-lo, faz com que seu braço brilhe por alguns instantes. Resolvida a situação, a caravana seguiu livre de impostos, enquanto que os heróis a deixaram, formando um grupo único para investigar o tal forte.

O grupo montou acampamento à beira da estrada. O ranger investigou os arredores, explorando parte das plantações que os cercavam e um bosque que costeava o forte ao norte, por pouco não sendo descoberto por uma patrulha noturna de meio-anões. Assim que a situação aliviou-se, Pablito deixou o bosque e voltou junto ao grupo.

Seguindo para o forte no início da manhã seguinte, o Bárbaro, o Paladino e a Guerreira adentram o forte pela frente, encarando de frente uma multidão de meio-anões besteiros e guerreiros, para conseguirem uma audiência com o próprio Rhogar. Após uma espera significativa e uma conversa tensa, na qual o próprio Siegfried revelou sua real identidade como príncipe de Griffingold, os ânimos exaltaram-se, resultando em uma sangrenta batalha.

Pablito e Rook, por outro lado, adentraram por um caminho menos honroso, a saber, os esgotos do forte, que desembocavam em um riacho próximo, que por sua vez cortava o bosque explorado pelo ranger na noite anterior. Despistando a atenção dos guerreiros do forte, os dois infiltraram-se pelos esgotos, matando alguns meio-anões desavisados em uma caverna natural, assim como outros nos dormitórios, para enfim seguirem furtivamente por um túnel subterrâneo e unirem-se aos demais quando a batalha se iniciava, no salão principal do forte.

Cabeças voaram e muito sangue passou a adornar a fortaleza. Rhogar escapou em meio à batalha, por outra passagem que levava ao subsolo. Os heróis provaram seu valor, derrotando dezenas de meio-anões em um combate frenético, do qual, porém, o próprio Rook não saiu-se tão sortudo. Surpreendido por alguns dos besteiros, o ladrão matou seu último alvo enquanto uma adaga atravessava-lhe as entranhas. O ladrão caiu, e foi carregado pelo paladino enquanto que o restante do grupo, seguia para o subsolo, para perseguir o general anão.

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A tomada do Forte da Montanha
Arco 1; Sessão 2

Após a sangrenta batalha pela tomada do Forte da Montanha, que resultou na morte de dezenas de guerreiros e besteiros meio-anões, assim como na aparente morte de Rook, o grupo seguiu perseguindo Rhogar Gwimli, escadaria abaixo. Encontraram ali, porém, uma sala circular aconchegante, quente, com prateleiras de livros, paredes de madeira grossa, poltronas e um convidativo tapete, permeada pelo doce cheiro de vinho. Xoxana rasgou o tapete em busca de uma passagem, encontrando ali um alçapão, de onde o cheiro vinha.

Pouco tempo depois, porém, o encantamento que envolvia o lugar fora desfeito, revelando-o como uma sala escura, fria, de pedra polida. O caminho por onde vieram deu lugar a uma parede, revelando que um portal os trouxera para o lugar onde estavam, e se fechara em seguida. O grupo segue pelo caminho encontrado por Xoxana, descendo uma íngrime escada, totalmente envolta em escuridão. Como não poderia deixar de ser, todos acabaram escorregando pelo caminho e caindo, menos o astuto ranger, Pablito, que já era acostumado com tais caminhos pelas ruelas de sua antiga cidade.

O grupo encontrou-se então em uma sala pentagonal, com acesso a quatro celas. De uma delas, projetava-se uma luz estável e branca, que iluminava fracamente o ambiente. Descobriram ser proveniente dos truques de Nosferkain, o Mago, que havia sido preso ali há alguns dias. Após uma demonstração da grande força de Tassarian, as barras foram torcidas, possibilitando a saída do grupo. O mago uniu-se aos heróis, por ter objetivos em comum com os demais.

Vozes anãs foram ouvidas do andar superior, atiçando a curiosidade dos heróis. Tassarian correu à frente, deparando-se com um caldeirão de óleo fervente sendo virado. O bárbaro apertou o passo e virou o caldeirão ao contrário, ferindo-se um pouco mas atingindo alguns dos agressores. O próprio Rhogar, quatro meio-anões e um misterioso arcano humano batalharam contra a guerreira, o bárbaro e o ranger. A sala foi tomadas pelas chamas quando o conjurador ateou fogo no óleo fervente. Rhogar e o feiticeiro tentaram escapar, mas foram interceptados por Tassarian e Pablito, respectivamente. Apenas Rhogar sobreviveu à investida, apenas para travar uma luta pessoal com Xoxana, ao fim da qual perdeu a vida.

Enquanto isso, o Mago encontrou sinais da loucura de outros prisioneiros. Em uma das celas, encontrou junto a um corpo o broche da família Erion, o que atiçou algumas perguntas em sua mente. Quando a situação se acalmou, já era noite. O grupo reagrupou-se, e enquanto a sala ficava mais e mais fria, descobriram que um amuleto encontrado em posse do feiticeiro morto abria dois portais em uma das paredes da sala. Um deles voltava ao forte, enquanto o outro parecia levar a um vulcão, no qual várias patrulhas anãs pareciam estar acampadas.

O grupo retornou ao forte, encontrando ali apenas alguns poucos guerreiros. Sob encantos de invisibilidade provindos da magia de Nosfekain, o Mago, conseguiram descobrir uma emboscada, a qual fora desmantelada pela autoridade divina que ecoou como um brado de Siegfried. O grupo então revistou o forte, apenas para se depararem com outra emboscada, preparada próxima ao dormitório. Saíram vitoriosos da batalha, porém, o bárbaro perdeu um de seus olhos, a guerreira teve sua armadura destruída e quase todos sofreram danos severos.

Como o forte fora tomado, o grupo aproveitou e descansou ali por três dias, para restaurarem-se dos ferimentos e revistarem toda a instalação em busca de tesouros, o que eventualmente acabaram encontrando, assim como mais informações a respeito do forte e do exército anão, inclusive a de que os fazendeiros locais possuíam pactos com o grupo de meio-anões, principalmente no vilarejo próximo de Moinhos. Erguendo-se sob uma bandeira comum, a partir de então conseguir informações sobre o levante anão e acabar com esta ameaça às terras livres passou a ser a prioridade do grupo.

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Incidente nas colheitas de Demanor
Arco 1; Sessão 3

Após um descanso de três dias, os heróis acordam no Forte da Montanha, que tomaram do domínio de soldados meio-anões e do general anão Rhogar Gwimli. Na verdade, Xoxana e Pablito não estavam entre eles. O ranger deixou-lhes um bilhete avisando que os encontraria durante a viagem, enquanto que a guerreira apenas sumiu, sem deixar rastros. O grupo reuniu seus pertences e decidiu rumar à Vila de Moinhos, para que, lá, pudessem compreender melhor o perigo dos anões na região e descobrir por que os cidadãos submetiam-se à tirania de Rhogar.

Deixando o forte para trás, o grupo embrenhou-se pelas plantações de Demanor, cortando caminho por entre as propriedades agrícolas da região. Na noite do segundo dia, seu acampamento em meio às colheitas foi surpreendido por um meio-anão munido de uma tocha e um machado. O grupo acordou e decidiu tentar evitar o confronto iminente.

Acabaram, porém, dispersando-se. Nosferkain tomou um rumo distinto do de Tassarian e de Siegfried, sendo perseguido por um meio-anão e dois camponeses. O bárbaro e o paladino travaram uma luta contra alguns meio-anões e um par de cães, vencendo-lhes com certa facilidade e uma brutalidade enorme por parte do bárbaro. Voltando ao mago para auxiliá-lo, Siegfried impediu que a espada de Tassarian aniquilasse os dois camponeses, que fugiram.

O grupo ouviu o som de sinos de alarme vindos da casa, e com o raiar do dia perceberam que as tochas que os meio-anões carregavam e deixaram cair agora iniciavam um incêndio nas plantações. O grupo aproximou-se do casarão e travaram uma batalha contra outros combatentes meio-anões, enquanto os agricultores corriam tentando apagar o fogo.

Quando o último meio-anão caiu, os camponeses corriam para fora das plantações, que agora ardiam em chamas. O mago tentou reunir suas últimas forças para conjurar nuvens de chuva no local, mas a fumaça e os gases tóxicos desacordaram-no e a Tassarian, sendo que ambos foram salvos pelo paladino, e saíram dali.

As chamas tomaram a propriedade, e os camponeses, fugindo do fogo e dos três heróis (que para eles tornaram-se vilões), buscaram ajuda e refúgio nas casas próximas. O fogo ardeu por horas, acabando com vários hectares de colheitas. Deixando este cenário de desolação para trás, o trio seguiu sua viagem, agora com mais dúvidas do que respostas em suas cabeças, uma vez que os anões pareciam ser tratados como heróis, e não como tiranos, pela população local.

Parando para descansar no Rio das Rochas, que vinha do norte e passava pela Vila de Moinhos, os três planejam seus próximos passos. Seria arriscado entrar de qualquer modo no vilarejo: seus rostos já eram conhecidos, e sua fama, nada positiva, ao que parecia. A noite se passa, enquanto que os dois companheiros permanecem desaparecidos.

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A energia das sombras
Arco 1; Sessão 4

O grupo acampa na costa oeste do Rio das Rochas, próximos à Vila de Moinhos. Acordados à noite por sons de passos próximos, acabam vendo algo mover-se pelas sombras. Surpreendem o que parecia ser um coelho, com cauda longa, tamanho avantajado e pelos negros. Kain acerta-lhe com um de seus mísseis mágicos. Uma névoa estranha começa a envolver o corpo, como se uma carapaça se desfizesse em fumaça e sombras, deixando para trás a carcaça de um coelho normal. Tassarian percebe que o coelho possuía uma cicatriz e o abre, encontrando ali uma pequena gema negra e redonda.

Xoxana, andando em busca do grupo, os encontra através do grito de morte do coelho, assim como das luzes mágicas de Nosferkain. Conta-lhes acerca de uma caverna que encontrou nos arredores, ao perseguir um meio-anão que passara próximo ao forte (este foi o motivo de ter deixado os heróis para trás). Nesta caverna, um grande dragão estava preso, como que por encantamento, envolto em uma energia sombria, e guardado por meio-anões.

Tassarian tocou a estranha gema, mas sentiu-se mal, como se algo entrasse em si a partir da gema, uma energia sombria que passou a atormentá-lo nos sonhos e em vigília. A gema foi pega e guardada em um pano, pelo mago. O grupo descansou nesta noite e partiram para o norte, para investigar tal caverna. Um dia e meio de viagem depois, o grupo atravessava as montanhas ao norte de Moinhos. Enquanto tentavam superar um obstáculo na estrada, energias sombrias fizeram o bárbaro recuar, apenas para se deparar com uma espécie de abertura na beira da estrada, da qual criaturas decrépitas pareciam rastejar para fora.

Tassarian foi então acometido por visões estranhas, e o mundo ao seu redor pareceu tornar-se sombrio e decrépito como o mundo dos mortos. O mago recuou para ver o que estava acontecendo, apenas para ver o bárbaro escalando a montanha para selar o buraco com uma pedra. Xoxana e Siegfried, depois de um tempo, perceberam a ausência de seus aliados, e voltaram também. Os três travaram uma luta contra draugrs, saídos de uma possível tumba. Nosferkain foi ferido com uma energia gélida em sua perna e protegido por Xoxana, apenas para posteriormente fulminar os inimigos com explosões de fogo.

Tassarian derrubou a grande rocha e tapou a saída das criaturas. O grupo começou a sentir uma estranha força emanando de um local próximo, e finalmente rumaram à caverna. Lá chegando, ouviram bramidos do dragão, que parecia estar lutando contra seus carcerários. Xoxana, protegida pelas magias de invisibilidade do Mago, entrou na gigantesca caverna e percebeu que os meio-anões lutavam para manter o dragão preso. Uma figura encapuzada chegou ao local, acompanhada de alguns meio-anões, emanando uma energia negra, tal qual a que sentiam no local, na pedra que Tassarian tocara, e no próprio bárbaro.

O bárbaro e Siegfried, o Paladino, desceram de seu esconderijo, próximo à entrada da caverna, para confrontar os recém-chegados. Eliminando com bravura os anões que foram para cima deles, tentaram ir ao encalço da criatura que, retirando seu capuz, revelara-se ser de uma raça estranha e desconhecida. Porém, o conjurador teleportou-se para uma plataforma interna da caverna, ficando longe do alcance dos heróis. Xoxana instaurou um ambiente caótico entre os anões, provocando-os uns contra os outros. Aproveitando a distração, comunicou-se com o dragão, dizendo que iria ajudar a salvá-lo. Conseguiu arremessar uma alabarda de um dos anões caídos que, certeira, atingiu o mago.

A perda de concentração do estranho conjurador enfraqueceu as correntes que prendiam o dragão, dando-lhe a chance de soltar-se e dizimar os anões presentes, quase matando alguns dos heróis no processo. O dragão respondeu a algumas perguntas, e deixou o grupo para trás. Segundo ele, o conjurador era Aghanid, um ser de outro plano cuja mente estava envenenada por uma entidade da loucura.

O grupo então chegou a Aghanid, que agonizava tentando criar um portal para fugir. Interrogando-o, ele parecia sugerir que a história era verdadeira, que uma entidade o estava controlando antes, mas que ele havia voltado a si naquele momento. O bárbaro largou-o para cair e para morrer, mas o paladino o segurou a tempo. Ele mostrou-se aberto a ajudar os heróis a tentar desfazer alguns males que ele havia causado, quando possuído por Boarlek, divindade da loucura, ou a, pelo menos, acompanhá-los até o templo de Ravina, onde poderiam prendê-lo até que a influência de Boarlek fosse desfeita.

Aghanid ajudou os heróis a encontrarem o portal para o plano das sombras, sustentado pela drenagem de energia mágica de alguns itens mágicos próximos e, principalmente, do dragão aprisionado. O portal era um de muitos, cujo objetivo era colapsar os planos e mergulhar a realidade em um caos primordial. Nosferkain, utilizando os poderes do cetro que pegara de Aghanid, enfraqueceu o portal, enquanto os demais retiraram os itens mágicos próximos, para enfraquecê-lo mais. A esperança é que, assim, possam quebrar o portal e encerrar sua influência sobre aquela região de Atheriom.

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